Diz o Correio da Manhã que Cláudia Vieira "deslumbra em Cannes".
E depois vemos as fotografias.
Esta dá-me vontade de rir.
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terça-feira, 19 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Keep it simple
Percorrendo o meu facebook, começo a ver
aparecerem algumas fotografias de amigas de biquíni. Peço desculpa, de fato de
banho. Quer dizer, de triquíni. Sinceramente, não faço ideia o que aquilo é. As
miúdas perderam a cabeça. Há tangas gigantes que vão até aos ombros, partes de
cima do biquíni com trinta e sete mil fios para se entrelaçarem uns nos outros
quando o resultado final, não nos esqueçamos, é simplesmente dar um nó naquilo.
Adoro as Cantês, as Fio-Rosa, as Papua e
mais não sei quantas da vida, pelos catálogos que nos dão, mas odeio-as pelo
festival a que nos sujeitam cada vez que vamos à praia.
Onde é que estão os típicos três
triângulos de que tanto gostamos? Uma miúda com um biquíni Cantê é como uma
miúda com demasiada maquilhagem. Às vezes fica bem, mas não se esqueçam, minha
gente, que, no final do dia, nós gostamos é de vocês simples.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Petição chumbada
Já passou algum tempo desde que Simba, o leão da Rodésia, emigrado para Idanha-a-Nova, comeu chumbo em quantidade suficiente para não ficar para contar. Gosto de animais, gosto de leões da Rodésia. Tenho um cão e adoro o meu cão. Mas não assinei a petição. E mais, condeno ligeiramente quem o fez. E tenho vários amigos que não se fizeram rogados na hora de emprestar o nome a esta “causa”.
Primeiro, não percebo a utilidade de uma petição neste caso. Relembro que a petição, que está muito mal feita e explicada, refere o seguinte: "Pressionar para: que se faça Justiça; Sensibilizar as entidades competentes; Mobilização Nacional; Apelar à indignação”. Por um lado querem que se faça justiça, mas ou há responsabilidade (seja civil ou criminal) ou não há. Se houver, que se aja, se não houver, não será uma petição que fará o que a lei não pune. Por outro lado não há, verdadeiramente, um caminho definido para atingir os vagos fins a que se propõem. Não há um princípio, um meio e um fim. Mas as pessoas assinam. E fazem-no em barda. Dá-me genuína vontade de rir quando leio “Apelar à indignação”. Basta apelarmos a que as pessoas se indignem, para termos mais de 70 mil macacos a subscrever um papel. Genial.
Ainda assim, o que mais me causa impressão, na facilidade com que milhares de pessoas assinam uma petição, prende-se com o facto de ninguém ter procurado saber o que realmente se passou. Um cão morto à chumbada é razão suficiente para assinar uma petição, mas um cão morto à chumbada não é razão suficiente para as pessoas se perguntarem simplesmente: Porque é que foi um cão morto à chumbada?. As pessoas confundem o resultado com o fundamento. Esta petição não visa acabar com a mania instalada em Portugal de matar cães à chumbada. E não visa porque essa mania não existe. Felizmente, não há cães a provar desnecessariamente chumbo letal todos os dias. Matar cães à chumbada não é um hobby generalizado cujo fundamento, e consequente resultado, se repugnam. Isto não é como as touradas que podem e devem (para quem as quer erradicar – eu, pessoalmente, sou a favor das touradas) ser combatidas, entre outras armas, com petições.
Se este cão foi atingido mortalmente, por alguma razão o foi. É essa razão que cumpre apurar, pois só aí poderemos condenar ou desculpar a acção de quem matou. Essa razão ninguém a quis procurar. A ninguém interessou. É curioso ver que em notícia alguma, incluindo vídeo, se vê o dono a dizer que o cão não fez nada que merecesse a chumbada. Ouve-se o dono dizer que o cão era meigo e bem treinado, mas já não que aquela chumbada em concreto não foi precedida de nenhuma acção do seu cão que pudesse merecer uma chumbada.
Não esquecer que falamos de um leão da Rodésia, raça capaz de comer uma ovelha antes do jantar.
Eu não sei o que se passou. Mas algo se passou.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Gone 4,5€
Este Domingo dormi. Dormi dez horas na
cama e algumas dez sestas no sofá. Chegada a noite, não dormi. Eram 01:45h e
alugo um filme: “Gone Girl”.
Tinha ouvido falar bem e tem 8.2 no IMDB - o
que é uma nota muito alta, tendo em conta a escala de 1 a 10 e a quantidade de
votos (mais de 330.000).
É um filme que tem tudo para ser bom, pois o argumento é bastante original, mas, no final de contas, não é bom.
Em primeiro lugar, não posso deixar de referir a sublime entrega de Ben Affleck para interpretar este papel, onde teve de retirar toda a rede nervosa do seu corpo, bem como de se submeter a um tratamento cerebral, à base de choques eléctricos, os quais interrompem todas as ligações do cérebro encarregues da manifestação de sensações, de maneira a que nem uma só emoção nos pudesse ser transmitida ao longo das mais de duas horas de filme. Vejamos:
Ben Affleck aparece na primeira cena, no
bar da irmã, desanimado, porque o seu casamento está em crise.
Ben Affleck chega a casa e depara-se com
um cenário de rapto da mulher, o que não lhe muda o semblante.
Dá-se um flashback para o momento em que Ben
Affleck conhece a mulher pela primeira vez. Pela expressão de Ben Affleck, só
podemos concluir que ele viaja no tempo, pois é o mesmo impávido Ben Affleck que
aparece nos idos tempos do ardente início de uma paixão.
Volta-se ao presente, confirma-se o rapto
e Ben Affleck continua a beber chá e a comer biscoitos.
Mais, Ben Affleck apercebe-se que a mulher
o pode estar a tentar incriminar ao simular o seu próprio rapto/homicídio e a
ataraxia mantém-se.
Ben Affleck aside, o que mais me intriga nem é o mesmo
ser viciado em Ritalina, mas sim um punhado de pormenores inverosímeis que tornam
a história, numa fraca história. Para além de uma estranha falta de pânico entre
Ben Affleck, a irmã e os pais da raptada, há uma série de perguntas para as
quais não tenho resposta.
Se o plano de Amy seria suicidar-se para
que, com o surgimento de um cadáver, não houvesse dúvidas de que o marido a
matou, porque não o fez logo? Porque ficou transtornada quando lhe roubaram todo o
dinheiro naquele motel? Porque teve de ligar ao ex-namorado? Se o plano era
matar-se, a falta de dinheiro não me parece um problema. E relativamente ao
namorado, acho frágil a razão pela qual ele alinhou na história de não contar
nada à polícia. Mas enfim, deixo passar essa.
Ela lá volta a casa, e Ben Affleck, a quem a
anestesia geral ainda não passou, sabendo que estava casado com uma psicopata,
aceita enfiar-se no banho com ela. Diz que vai sair de casa, ao que ela
responde que não deixa porque se ele o fizer o destrói em praça pública. E é aqui que tudo desaba irremediavelmente.
Pois claro, é mesmo o que me preocupa quando estou casado com o Chucky, que me tentou incriminar da própria morte, pelo caminho matou uma pessoa e, vim a saber, já tinha destruído a vida a um outro namorado. Claro que, neste caso, a minha maior preocupação é o que a opinião pública vai pensar de mim. Antes dormir na mesma casa que uma tarada maníaca homicida, do que ter o Cláudio Ramos a dar-me nota negativa nos “Assuntos da Semana” da revista Caras.
Pois claro, é mesmo o que me preocupa quando estou casado com o Chucky, que me tentou incriminar da própria morte, pelo caminho matou uma pessoa e, vim a saber, já tinha destruído a vida a um outro namorado. Claro que, neste caso, a minha maior preocupação é o que a opinião pública vai pensar de mim. Antes dormir na mesma casa que uma tarada maníaca homicida, do que ter o Cláudio Ramos a dar-me nota negativa nos “Assuntos da Semana” da revista Caras.
Passadas cinco semanas, ela fica grávida. O
que seria a tal razão verosímil para Ben Affleck não se ir embora, acontece cinco semanas
depois. Nessas cinco semanas, as quais fazem tanto sentido no filme como respeitar o
zigue-zague duma fila de check-in do aeroporto quando somos os únicos no
guichet, a interacção entre o casal é absurda.
Ela acorda de manhã a fazer-lhe panquecas,
ao que ele, simplesmente, aceita. Ela apanha-o, noutra vez, acordado a meio da noite, a olhar
pela porta da rua. Pede para ele ir para a sua cama e oferece-se para lhe
aconchegar os lençóis. Ele acede. Já deitadinho na cama, o pequeno Ben diz que
ainda não se sente à vontade para dormir com a mulher e esboça um esforçado
sorriso. "I need more time!". I need more time? Para quê? Para restabelecer a confiança na mulher que o tentou incriminar, que matou outra pessoa e que destruíu uma terceira? 'O tempo cura tudo' não é uma expressão absoluta, Ben. Há merdas que o tempo não cura. Como por exemplo o Holocausto, a bomba atómica, o engano do Humberto Bernardo e a nossa própria mulher simular o seu rapto/homícido para nos incriminar. Ou disseste aquilo para despachar a patroa porque te deu o sono? Qualquer uma delas não faz sentido.
Vale-nos uma Emily Ratajkowski, que entra
no filme não como actriz, mas como modelo. Serve, também, este filme, para
confirmarmos que Emily Ratajkowski é podre de boa, mas não é bonita.
Nisto, gastei 4,5€. Acho caro. Especialmente
para umas mamas que vejo todos os dias na internet.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
All rise!
Confrontado com algumas queixas de que os homens salpicam o
chão quando fazem o n.º 1, viu-se um tribunal alemão obrigado a pronunciar-se
sobre esta complexa questão. A sentença escreveu que mijar em pé (desculpem mas
não tem outro nome) é um direito que assiste aos homens.
Agora reparem que a notícia diz que há casas de banho na Alemanha onde já é proibido despejar em pé. Mas o que é isto?! Onde é que esta malta quer chegar? Para onde caminhamos?
É isto obra dos movimentos feministas com inveja dos homens que passam pelas inevitavelmente intermináveis filas das mulheres para os WC nas discotecas e noutros eventos? É isso?
Falando sério, eu percebo que se queira, e se deva, pugnar por um paralelismo entre homens e mulheres, mas isto é caminhar para a convergência.
E desculpem-me, mas eu não quero estar cá quando os pontos convergirem.
E desculpem-me, mas eu não quero estar cá quando os pontos convergirem.
A decisão do tribunal alemão é uma má decisão. Errada. 180 graus ao lado. Mijar em pé não é um direito dos homens, é um dever.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Pensamento do dia
Uma coisa que me intriga há muito tempo: os balneários.
O balneário da minha equipa não me preocupa. Preocupa-me um balneário em particular, bem como, em geral para todos os balneários, me preocupa a teoria que subjaz à divisão dos balneários em mulheres/homens.
A divisão que a sociedade impôs, onde se conduzem mulheres para a direita e homens para a esquerda quando toca a hora de vestir, foi feita com base no género (critério) e fundamentada pelo facto de estes géneros opostos se atraírem (fundamento), pelo que se entendeu que, quando se abrem braguilhas, fecham-se portas.
Porque a atracção existe, o pudor, os bons costumes, a prevenção e a segurança terão sido as razões para levar a que esta decisão se efectivasse e se separassem os sexos opostos.
- O fundamento que conduz a esta separação é, portanto, a atracção entre homens e mulheres, logo, pode-se dizer que o fundamento é a orientação sexual das pessoas.
- Por seu lado, o critério, o qual resulta da aplicação do fundamento, é tão simplesmente, fazer a triagem entre quem é homem e quem é mulher.
No entanto, hoje em dia não se pode ignorar que também existe atracção dentro do mesmo sexo. Cada vez mais!
Então, fará ainda sentido continuar a separar as pessoas cegamente pelo órgão genital, quando o que sempre as separou era, na verdade, a sua orientação sexual?
Se o fundamento (orientação sexual) para a separação dos balneários se mantém, mas esse próprio fundamento aplicado de pessoa para pessoa é hoje diferente, não será necessário actualizar o critério?
Há, neste momento, muitos gays (de ambos os sexos) a vestirem-se e a tomarem banho nos balneários do sexo pelo qual estão atraídos. Acho isso injusto. Primeiro, porque as cautelas com o pudor e os bons costumes estão ameaçadas e depois porque eu nunca tive a oportunidade de tomar banho num balneário feminino.
Quem devia pedir igualdade são os heterossexuais. Nós é que estamos em desvantagem.
O balneário da minha equipa não me preocupa. Preocupa-me um balneário em particular, bem como, em geral para todos os balneários, me preocupa a teoria que subjaz à divisão dos balneários em mulheres/homens.
A divisão que a sociedade impôs, onde se conduzem mulheres para a direita e homens para a esquerda quando toca a hora de vestir, foi feita com base no género (critério) e fundamentada pelo facto de estes géneros opostos se atraírem (fundamento), pelo que se entendeu que, quando se abrem braguilhas, fecham-se portas.
Porque a atracção existe, o pudor, os bons costumes, a prevenção e a segurança terão sido as razões para levar a que esta decisão se efectivasse e se separassem os sexos opostos.
- O fundamento que conduz a esta separação é, portanto, a atracção entre homens e mulheres, logo, pode-se dizer que o fundamento é a orientação sexual das pessoas.
- Por seu lado, o critério, o qual resulta da aplicação do fundamento, é tão simplesmente, fazer a triagem entre quem é homem e quem é mulher.
No entanto, hoje em dia não se pode ignorar que também existe atracção dentro do mesmo sexo. Cada vez mais!
Então, fará ainda sentido continuar a separar as pessoas cegamente pelo órgão genital, quando o que sempre as separou era, na verdade, a sua orientação sexual?
Se o fundamento (orientação sexual) para a separação dos balneários se mantém, mas esse próprio fundamento aplicado de pessoa para pessoa é hoje diferente, não será necessário actualizar o critério?
Há, neste momento, muitos gays (de ambos os sexos) a vestirem-se e a tomarem banho nos balneários do sexo pelo qual estão atraídos. Acho isso injusto. Primeiro, porque as cautelas com o pudor e os bons costumes estão ameaçadas e depois porque eu nunca tive a oportunidade de tomar banho num balneário feminino.
Quem devia pedir igualdade são os heterossexuais. Nós é que estamos em desvantagem.
Basicamente o que quero dizer é: se não me querem meter no balneário das mulheres, porque acham isso incorrecto, tenho pena, mas ao menos tirem-me os gays do meu balneário e tragam para cá as lésbicas que se despem nos balneários femininos por esse país fora.
Pensem nisso!
Quanto ao único balneário em particular que me preocupa, falo, evidentemente, do balneário do Ginásio Clube Português. Em mais nenhum lado vi tanta concentração de homem velho descaradamente nu. É custoso ver estas carcaças atacadas em força pela gravidade, passearem-se orgulhosa e desprendidamente despidas. Nunca percebi porque razão os velhotes fazem questão de fazer a barba completamente nus.
Pensem nisso!
Quanto ao único balneário em particular que me preocupa, falo, evidentemente, do balneário do Ginásio Clube Português. Em mais nenhum lado vi tanta concentração de homem velho descaradamente nu. É custoso ver estas carcaças atacadas em força pela gravidade, passearem-se orgulhosa e desprendidamente despidas. Nunca percebi porque razão os velhotes fazem questão de fazer a barba completamente nus.
...é que há aquela ligeira inclinação final para o espelho a ver se o barbear está completo. Totalmente desnecessário.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Casos em que uma frase vale mais do que mil imagens
Gosto de frases feitas. Piadas de algibeira, pequenos conselhos, lemas, máximas, larachas, chavões, pregões, ditados e citações. Gosto especialmente dos pequenos conselhos, onde incluo lemas e máximas. Acho nobre - e, na mesma medida, impossível - a tentativa de encaixar numas poucas palavras todos os valores sobre os quais queremos reger a nossa existência ou abranger todas as situações possíveis num único conselho de vida. Embora saiba que mesmo a mais bem resumida sentença é sempre falível ou que todos os ditados e dizeres populares têm antídoto, gosto sempre de ler esses pequenos trechos com uma mensagem maior que as próprias palavras. Pode parecer ingénuo, mas gosto de ler essas frases nos momentos de menor esperança, pois é próprio do ser humano encontrar um sopro de alívio no encontro de experiências repetidas pelos outros. A malta, mais do que não querer estar na merda, não quer é estar nela sozinho. Apenas a unicidade do meu caso torna a merda verdadeira.
Enfim, mas sendo, agora, altura de bonança, queria transmitir ao apanascado leitor que costuma ocupar parte do meu pensamento a procura da verdadeira máxima, do único conselho.
Se no leito da morte, o leitor (vulgo Nordeste) apenas pudesse deixar uma frase orientadora ao seu descendente que, com as mãozinhas muito pequenas se empoleirava na beira da moribunda cama, e, com os seus pequenos olhos muito abertos o fitava, com amor e reverência, entregando no pai a esperança do mundo, quais seriam as palavras escolhidas para direccionar este petiz na difícil estrada da vida?
Ainda não descobri, nem aqui vou tentar fazê-lo. Mas deixo uma frase que, mais do que orientadora, será, pelo menos, apaziguadora.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Palhaçada
Gostei de saber que ainda há crime do bom em Portugal - aqui. Aquele crime clássico, criativo, charmoso. O crime que os miúdos querem imitar e que suscita curiosidade e leve sorriso nos rostos adultos. Abomino o crime violento, o crime que semeia o terror, o crime que não se chega com mais do que o estritamente necessário para a prossecução do seu fim. Irritam-me os crimes de leste cujos resultados surgem à base da força. Assim, qualquer um pode ser mafioso. A simples inscrição num ginásio é a carteira de habilitação desses criminosos. Não há engenho, não há mérito no esforço, todo o capanga é fungível.
Crime sem arte devia ser crime.
Crime sem arte devia ser crime.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
E esta, hein?
Acabei de ver um par de pernas absolutamente épico de uma mulher cujo nome nunca saberei, um labrador com um açaime e uma notícia que dava o James Woods como o sexto homem mais inteligente do Mundo.
A Terra é um lugar curioso.
A Terra é um lugar curioso.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
É preciso dizer tudo...
Jura
Rui Veloso
Jura que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
E depois se desvanecem
Sem lembrança boa ou má
E por isso mesmo se esquecem
Jura que se tiveres uma aventura
Vais contar uma mentira
Com cuidado e com ternura
Vais fazer uma pintura
Com uma tinta qualquer
Que o ciúme é queimadura
Que faz o coração sofrer
Jura que não vais ter uma aventura
Porque eu hei-de estar sempre à altura
De saber
Que a solidão é dura
E o amor é uma fervura
Que a saudade não segura
E a razão não serena
Mas jura que se tiver de ser
Ao menos que valha a pena
Não que eu goste especialmente desta música, mas fui forçado a ouvi-la no meu zapping radiofónico. (Sim, ainda pratico tal modalidade.). Sucede que o Rui (não que eu o conheça, mas este gajo é grande, por isso pode ser tratado só pelo primeiro nome, como o Elvis, por exemplo), na minha opinião, anda a ver mal a coisa. “Se tiver de ser/ Ao menos que valha a pena”?! Mas que merda é esta? Se eu tiver que levar um par de cornos ao menos que sejam pregados pela alfaia paquidérmica de um negro saudável das Áfricas que a minha mulher nunca mais se vai esquecer? Ao menos promete-me que ainda vou ter muitos anos pela frente, após reconciliação, em que te vou encontrar, num dia de festa, com a casa quente e cheia de pessoas, e tu cá fora, sozinha no alpendre, sentada numa solitária cadeira a suspirar no horizonte pelo preto que te comeu de tal maneira que te subiu um número de calças para sempre? É isso que tu queres Rui? Fica sabendo que não concordo nada com isso. Esse gesto cavalheiresco de desejar que as aventuras delas sejam memoráveis parece-me masoquista e pouco ambicioso. Tu é que lhes toldas a memória e lhes avivas a chama quando esta ameaça apagar-se. Tu é que tens de valer a pena. O resto, todas as outras aventuras, inevitáveis é certo, desejam-se fugazes, efémeras. O seu único papel, uma vez que têm de existir, reporta-se unicamente a reforçar aquilo que ela sente por ti. Há que provar do resto para se saber o que se quer. Mas espera-se sempre, sempre Rui!, que o resto não seja tão bom como o teu prato. Porque se o for, qualquer dia comes sozinho. Faz-me um favor fazes? Coloca um simples ‘não’ no último verso. Entre o ‘que’ e o ‘valha’. Vai por mim.
Rui Veloso
Jura que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
E depois se desvanecem
Sem lembrança boa ou má
E por isso mesmo se esquecem
Jura que se tiveres uma aventura
Vais contar uma mentira
Com cuidado e com ternura
Vais fazer uma pintura
Com uma tinta qualquer
Que o ciúme é queimadura
Que faz o coração sofrer
Jura que não vais ter uma aventura
Porque eu hei-de estar sempre à altura
De saber
Que a solidão é dura
E o amor é uma fervura
Que a saudade não segura
E a razão não serena
Mas jura que se tiver de ser
Ao menos que valha a pena
Não que eu goste especialmente desta música, mas fui forçado a ouvi-la no meu zapping radiofónico. (Sim, ainda pratico tal modalidade.). Sucede que o Rui (não que eu o conheça, mas este gajo é grande, por isso pode ser tratado só pelo primeiro nome, como o Elvis, por exemplo), na minha opinião, anda a ver mal a coisa. “Se tiver de ser/ Ao menos que valha a pena”?! Mas que merda é esta? Se eu tiver que levar um par de cornos ao menos que sejam pregados pela alfaia paquidérmica de um negro saudável das Áfricas que a minha mulher nunca mais se vai esquecer? Ao menos promete-me que ainda vou ter muitos anos pela frente, após reconciliação, em que te vou encontrar, num dia de festa, com a casa quente e cheia de pessoas, e tu cá fora, sozinha no alpendre, sentada numa solitária cadeira a suspirar no horizonte pelo preto que te comeu de tal maneira que te subiu um número de calças para sempre? É isso que tu queres Rui? Fica sabendo que não concordo nada com isso. Esse gesto cavalheiresco de desejar que as aventuras delas sejam memoráveis parece-me masoquista e pouco ambicioso. Tu é que lhes toldas a memória e lhes avivas a chama quando esta ameaça apagar-se. Tu é que tens de valer a pena. O resto, todas as outras aventuras, inevitáveis é certo, desejam-se fugazes, efémeras. O seu único papel, uma vez que têm de existir, reporta-se unicamente a reforçar aquilo que ela sente por ti. Há que provar do resto para se saber o que se quer. Mas espera-se sempre, sempre Rui!, que o resto não seja tão bom como o teu prato. Porque se o for, qualquer dia comes sozinho. Faz-me um favor fazes? Coloca um simples ‘não’ no último verso. Entre o ‘que’ e o ‘valha’. Vai por mim.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
isto não faz sentido, desculpem
Ou te levantas e te agarras a essa cena, ou então deixas-te estar sentado, mas fazes-te homenzinho e largas o apoio de cima. Assim é que não! Isto é como comer um bife com faca e colher: sim, it can be done, mas da mesma maneira que aquele apoio em cima não foi concebdio para ser utilizado por gente sentada, a colher não foi concebida para conviver com a faca (nem com bifes) no mesmo prato.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Num mundo ideal
Perdi o cartão Multibanco, o que é incómodo, uma vez que vou ter de pagar uns quantos euros por um novo.
Cogito.
Arroto, inadvertidamente e sem qualquer tipo de influência na presente lide.
Volto ao Multibanco.
(lobismos à parte) Se precisamos do pin para usar o cartão, não bastava termos só um pin e nenhum cartão?
Cogito.
Arroto, inadvertidamente e sem qualquer tipo de influência na presente lide.
Volto ao Multibanco.
(lobismos à parte) Se precisamos do pin para usar o cartão, não bastava termos só um pin e nenhum cartão?
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Conselho de amigo: Se um dia estiverem atrasados, muito atrasados, para chegar a algum sítio, mas ainda assim precisarem de tomar o pequeno almoço no café em baixo de casa porque não podem ir a guiar de estômago vazio, nunca peçam um scone.
Ainda que a senhora diga que o aquece ligeiramente, que lhe põe queijo e fiambre e que o barra com manteiga e que vocês peçam um Ucal para acompanhar, ainda assim, nunca peçam um scone.
Ainda que a senhora diga que o aquece ligeiramente, que lhe põe queijo e fiambre e que o barra com manteiga e que vocês peçam um Ucal para acompanhar, ainda assim, nunca peçam um scone.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Grandes questões da Humanidade
Uma palavra que a malta que conheço gosta de usar e que não tem o significado que toda a gente pensa é:
REFUNDIDO
"Puto, fui para uma praia bué refundida.". Aqui, o adjectivo 'refundida' é utilizado no sentido de escondida, guardada, desconhecida.
Ora bem, a menos que o significado da palavra 'refundido' tenha sido refundido no dicionário português no último minuto, o termo em causa não comporta nenhum desses sentidos.
Vejamos.
1.
Fundir novamente, derreter de novo.
2.
Transmudar de um vaso para outro.
3.
Refazer; mudar a forma de.
Bom, os menos preocupados com estas grandes questões da humanidade provavelmente verão a sua levada avante, uma vez que existem casos de vocábulos que grassaram o seu caminho até à positivação no léxico português, como o 'bué', que se ostenta hoje, descarada e orgulhosamente, em qualquer dicionário, lado a lado com verdadeiros monstros da língua portuguesa como 'solilóquio', 'ósculo', ou mesmo um bom 'foda-se'.
Um termo como 'bué', curto, fraco, de sonoridade pacóvia, deveria ter vergonha de aparecer no dicionário, tal como o miúdo magricelas que tem vergonha de mostrar o tronco nu no balneário em frente aos outros rapazes.
A culpa é nossa, que assistimos impavidamente à marcha dos descarados.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
By the way
Não consigo deixar de achar estúpida a frase 'Bom apetite', sempre que ma dizem.
Por essa ordem de ideias, em vez de dizermos 'Bom jogo' ou 'Boa corrida' a quem vai jogar ou correr, deveríamos dizer antes 'Boa vontade de jogar' ou 'Boa vontade de correr'. Ou, para ir mais longe, podíamos mesmo proferir um 'Bom desejo de viver' em vez do tradicional 'Bom dia'.
É estúpido!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Um mamão de coisas que não gosto
Tentando não parecer muito “girly”, ou simplesmente ignorando o facto de não o conseguir deixar de parecer ao apresentar uma rubrica destas, venho deixar-vos 5 coisas que me arreliam - sem estarem, necessariamente, por ordem de importância:
1. Malta a quem dou boleia no carro e que se põe a falar ao telefone.
Uma coisa é atender uma chamada curta. Outra coisa é atender, fazer conversa, pedir para pôr a música mais baixo porque não consegue ouvir o outro lado do telefone (esta mata-me), rir e impedir os outros ocupantes de falarem entre si ou de simplesmente aproveitarem o silêncio reinante no ambiente do carro. Apesar de não ser uma regra básica de educação, como comer de boca fechada, ou agradecer um favor, e de a minha mãe nunca me ter dito expressamente que não devia atender chamadas quando estou no carro dos outros, penso que resulta do bom senso ter cuidado com este pormenor. E isso agradeço à senhora minha mãe. Uma boa educação não deve pretender alertar os petizes para uma lista taxativa de coisas a fazer e a não fazer, mais do que isso deve tentar incutir-se no educando um sentido de bom senso, de maneira a que se adapte a cada situação. Ora, infelizmente, neste caso que falo, muitos são os meus amigos que não se apercebem do desagradável que é fazer uma viagem em que os mesmos vão a falar ao telefone, monopolizando o ambiente. Cheguei ao cúmulo, certa vez, de dar boleia a um puto, no fim do meu treino - com prejuízo do meu tempo de chegada a casa -, e qual não é o meu espanto quando o indivíduo vai ao telefone o tempo inteiro. O tempo inteiro! Já ia contrariado por levar o puto e ainda tive de ir calado e sem som o caminho inteiro. Não percebo. A história é ainda pior, tendo em conta que tomava as rédeas de um Smart.
2. Os pequenos poderes.
Falo dos poderes atribuídos a certos empregos da sociedade, nomeada e mormente, de cariz público-administrativo - mas não só - que são exercidos de forma arrogante e provocadores de alguma revolta. É a mulherzinha das Finanças, o funcionário do Consulado, o porteiro da discoteca, o segurança da cancela, o polícia, etc.
A arrogância que daí provém apenas prova a frequência com que os mesmos são sodomizados. Prevê-se, ou espera-se, que a frequência seja diária.
3. Taxistas
Na verdade é uma relação de amor/ódio. Não posso com eles, mas não passo sem eles. Estes seres altamente desprezíveis alimentam o seu ego com as pequenas vitórias do trânsito. Estes gajos farejam um pisca! Se pressentem que vamos mudar para a faixa deles, põem uma abaixo como se a vida dependesse disso e não nos deixam passar. Tomei-lhes o gosto por lhes fazer o desgosto. Mudo rapidamente, não ponho pisca, entro no jogo deles. Se perco não fico chateado. Se ganho, eles ficam. Dá-me um certo gozo, confesso. Por outro lado, não me custa deixar passar ninguém para a minha faixa.
Do outro lado da moeda, algum taxista blogger, que faça uma rubrica semelhante, há de escrever que uma das coisas que odeia são “Xadões”. O Xadão, quando vai do lado de dentro do táxi, espreme o condutor até que o mesmo não possa mais com ele.
Às vezes o espremer é apenas psicológico.
4. ABBA
Ódio visceral e ligeiramente inexplicável (e exagerado).
Prefiro comer feno o resto da vida a ver uma vez o Mamma Mia.
5. Esperar.
No trânsito. Na bilheteira do cinema. Nas Finanças. No médico, cá em baixo pela namorada, no metro, por uma nota, por receber um presente, por dar um presente, pela comida num restaurante, por uma resposta, por uma pergunta, pela hora, pelo microondas, pelo programa que vai começar, pelo site que não abre, pelo zapping que é lento, para ir à casa de banho, para sair de casa, pela minha cadela que chamo e não vem, pelos números do euro milhões, pelo começo e pelo fim do jogo, por uma oportunidade, por uma mensagem, pelo sono, pelo tempo que não chega nem se anuncia e de repente já lá vai.
Não gosto de esperar.
1. Malta a quem dou boleia no carro e que se põe a falar ao telefone.
Uma coisa é atender uma chamada curta. Outra coisa é atender, fazer conversa, pedir para pôr a música mais baixo porque não consegue ouvir o outro lado do telefone (esta mata-me), rir e impedir os outros ocupantes de falarem entre si ou de simplesmente aproveitarem o silêncio reinante no ambiente do carro. Apesar de não ser uma regra básica de educação, como comer de boca fechada, ou agradecer um favor, e de a minha mãe nunca me ter dito expressamente que não devia atender chamadas quando estou no carro dos outros, penso que resulta do bom senso ter cuidado com este pormenor. E isso agradeço à senhora minha mãe. Uma boa educação não deve pretender alertar os petizes para uma lista taxativa de coisas a fazer e a não fazer, mais do que isso deve tentar incutir-se no educando um sentido de bom senso, de maneira a que se adapte a cada situação. Ora, infelizmente, neste caso que falo, muitos são os meus amigos que não se apercebem do desagradável que é fazer uma viagem em que os mesmos vão a falar ao telefone, monopolizando o ambiente. Cheguei ao cúmulo, certa vez, de dar boleia a um puto, no fim do meu treino - com prejuízo do meu tempo de chegada a casa -, e qual não é o meu espanto quando o indivíduo vai ao telefone o tempo inteiro. O tempo inteiro! Já ia contrariado por levar o puto e ainda tive de ir calado e sem som o caminho inteiro. Não percebo. A história é ainda pior, tendo em conta que tomava as rédeas de um Smart.
2. Os pequenos poderes.
Falo dos poderes atribuídos a certos empregos da sociedade, nomeada e mormente, de cariz público-administrativo - mas não só - que são exercidos de forma arrogante e provocadores de alguma revolta. É a mulherzinha das Finanças, o funcionário do Consulado, o porteiro da discoteca, o segurança da cancela, o polícia, etc.
A arrogância que daí provém apenas prova a frequência com que os mesmos são sodomizados. Prevê-se, ou espera-se, que a frequência seja diária.
3. Taxistas
Na verdade é uma relação de amor/ódio. Não posso com eles, mas não passo sem eles. Estes seres altamente desprezíveis alimentam o seu ego com as pequenas vitórias do trânsito. Estes gajos farejam um pisca! Se pressentem que vamos mudar para a faixa deles, põem uma abaixo como se a vida dependesse disso e não nos deixam passar. Tomei-lhes o gosto por lhes fazer o desgosto. Mudo rapidamente, não ponho pisca, entro no jogo deles. Se perco não fico chateado. Se ganho, eles ficam. Dá-me um certo gozo, confesso. Por outro lado, não me custa deixar passar ninguém para a minha faixa.
Do outro lado da moeda, algum taxista blogger, que faça uma rubrica semelhante, há de escrever que uma das coisas que odeia são “Xadões”. O Xadão, quando vai do lado de dentro do táxi, espreme o condutor até que o mesmo não possa mais com ele.
Às vezes o espremer é apenas psicológico.
4. ABBA
Ódio visceral e ligeiramente inexplicável (e exagerado).
Prefiro comer feno o resto da vida a ver uma vez o Mamma Mia.
5. Esperar.
No trânsito. Na bilheteira do cinema. Nas Finanças. No médico, cá em baixo pela namorada, no metro, por uma nota, por receber um presente, por dar um presente, pela comida num restaurante, por uma resposta, por uma pergunta, pela hora, pelo microondas, pelo programa que vai começar, pelo site que não abre, pelo zapping que é lento, para ir à casa de banho, para sair de casa, pela minha cadela que chamo e não vem, pelos números do euro milhões, pelo começo e pelo fim do jogo, por uma oportunidade, por uma mensagem, pelo sono, pelo tempo que não chega nem se anuncia e de repente já lá vai.
Não gosto de esperar.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Bate-boca
Parlamento:
Passos Coelho ataca a bancada do PS. O Secretário-Geral do PS responde dizendo que o PM falhou as metas propostas e mais umas quantas inutilidades. Passos Coelho ri-se. António José Seguro, de forma demagógica, diz-lhe para ele não se rir dos portugueses. Passos Coelho levanta-se para intervir novamente e profere, simplesmente, o seguinte:
“Sr. Deputado, eu não me rio da situação a que o país está exposto. Rio-me, evidentemente, da sua intervenção.”
E senta-se.
Matem-me, mas eu gosto deste gajo.
Passos Coelho ataca a bancada do PS. O Secretário-Geral do PS responde dizendo que o PM falhou as metas propostas e mais umas quantas inutilidades. Passos Coelho ri-se. António José Seguro, de forma demagógica, diz-lhe para ele não se rir dos portugueses. Passos Coelho levanta-se para intervir novamente e profere, simplesmente, o seguinte:
“Sr. Deputado, eu não me rio da situação a que o país está exposto. Rio-me, evidentemente, da sua intervenção.”
E senta-se.
Matem-me, mas eu gosto deste gajo.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Uma conversa com António José (in)Seguro
António José Seguro levanta-se, arranja-se, toma o pequeno almoço enquanto lê o jornal e sai de casa. Chegado ao Rato, alguém lhe dá o bom dia e pergunta desinteressadamente o que AJS tomara ao pequeno almoço, ao que este responde:
AJS - "Comi o que as pessoas costumam comer ao pequeno almoço."
Tipo - "O que as pessoas costumam comer ao pequeno almoço? Como assim?"
AJS - "Sim, um pequeno almoço saudável e que me dará forças para aguentar o resto do dia."
Tipo - "Epah, tá bem, mas o que é que comeste mesmo?"
AJS - "Comida."
Tipo - "Foda-se, mas o quê em concreto?"
AJS - "Sólidos."
Tipo - "Tu queres ver...."
AJS - "...e líquidos também. Sólidos e líquidos."
Tipo - "Epah, mas que tipo de sólidos Tó Zé? Pão? Comeste pão foi?"
AJS - "Sabes que o pão deveria fazer parte do pequeno almoço de todos os portugueses."
Tipo - "Isso é um sim?"
AJS - "O que eu quero é que toda a gente tenha pão na mesa."
Tipo - "Epah, desisto. Queres ir almoçar ali abaixo?"
AJS - "Talvez."
Tipo - "Não comeces. Não tens fome?"
AJS - "Toda a gente tem fome."
Tipo - "Mas tens fome agora?"
AJS - "É possível, uma vez que sou gente."
Tipo - "E apetece-te comer o quê?"
AJS - "Comida. Isto é, sólidos e liqui...."
Tipo - "...juro por tudo que 'tás por isto de começar a enfardar!"
AJS - "Calma, o que eu quero é paz no Mundo."
Tipo - "Ai sim? E que mais queres?"
AJS - "Quero uma política de crescimento que desenvolva o país através da criação de emprego e consequente aumento do rendimento disponível das famílias, de maneira a que toda a gente tenha uma vida melhor."
Tipo - "Então o que tu propões é uma vida melhor para os portugueses, é isso?"
AJS - "Sim."
Tipo - "Ok, mas também não me parece que haja alguém que não queira isso, oh Tó Zé... Espera aí! Disseste um sim?! Deste de facto uma resposta objectiva? És mesmo tu?"
AJS - "Sabes que quando a pergunta é vaga, a resposta pode ser objectiva. No fundo estás a objectivar uma vaguidade, o que torna essa vaguidade ainda mais vaga, uma vez que a objectivaste."
Tipo - "Pois, tu és bom nisto. E olha, como é que te propões a criar mais emprego?"
AJS - "Com uma política de crescimento.
Tipo - "Sim, mas e que política seria essa?"
AJS - "Uma que criasse emprego."
Tipo - "Ok, já percebi. Mas dá-me uma medida concreta!"
AJS - "Criar emprego."
Tipo - "Tó Zé, alguma vez te comprometeste com alguma coisa na vida?"
AJS - "Sim, houve uma vez que estava a jogar à bola e meti um auto-golo."
Tipo - "Tó Zé, ... Tó Zé, não é esse tipo de comprometer que eu estou a falar."
AJS - "Ah, do outro? Já podias ter dito. Hmm.. creio que não. Mas é possível!"
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Regresso de férias
Balanço das férias de Agosto:
- Cinco dias de festival seguidos é de doidos. Mas para o ano há mais e se fosse fácil estavam lá outros.
- Uma semana a entreter putos desfavorecidos, também é de doidos, mas é tão gratificante que para o ano também há mais de certeza.
- Casar ao sábado, no Ribatejo, à hora do almoço, à chapa do sol, pode não parecer uma boa ideia, mas acaba por ser quando os convidados, mais do que procurarem refúgio do calor numa sombra, o fazem nas bebidas.
- O Drive com o Ryan Gosling é um bom filme, embora fosse escusada a americanada da cena do beijo no elevador, lá mais para o final. Ujamaricanos não percebem que basta uma cena para me estragar duas horas de película. Mania que os americanos têm das americanadas.
- O Contrabando com o Mark Wahlberg é um filme que dentro do género é bom e o Mark Wahlberg, cujo género é difícil de concretizar, também é bom.
- O Ted, com o Mark Wahlberg, é um filme que antes é absolutamente espectacular, durante é porreiro, no fim é porreiro mas dá para encolher os ombros e passado uns dias é um óptimo filme para relembrar e mandar umas gargalhadas com a malta. Se juntarmos álcool, ou outro aditivo (a qualquer uma das fases do processo), o filme é genial.
- O cabrão do Encantador de Cães (SIC Mulher) ou droga os bichos, ou é Copperfield da parte da mãe.
- Ver filmes semi-manhosos (há partes que dão para rir) como o She's Out of My League pode valer a pena, porque corremos o risco de descobrir tesourinhos destes:
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